sábado, agosto 09, 2003

Excepto Grego...


Deambulando, apesar de avisado, encontro um engenho interessante, meio enterrado numa duna de areia, assim... parado.
Pela configuração, logo identifico um projéctil, um híbrido entre o "drone" e o "LRM", daqueles que nos asseguraram, um dia, são capazes de aprender.
A julgar pelo seu estado e posição, porém, não posso deixar de pensar:
"este não aprendeu nadinha...".
Parece inofensivo, de cabeça enfiada no solo, como se por essa via se sentisse seguro de não lhe verem a extremidade oposta, reluzente do Sol. Mas não é. Aliás, poucas coisas são mais perigosas que o desperdiçar da inteligência, que é algo que, apesar da posição curiosa em que se encontra, não consigo dissociar deste... objecto.

Afasto-me, decidido a não voltar ali.
Afinal, um dia pode rebentar e estar por perto seria, claramente, uma atitude pouco inteligente.

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