sexta-feira, setembro 26, 2003

One Lord, many demons...


Hoje regressei a um local onde sei ter sido registado pela primeira vez um dos meus discursos; um dos que fazia no tempo em que era ainda digno de ser chamado Cavaleiro Andante, título que hoje uso como uma ruína de mim...

Por estas mesas se arrastam ainda os fantasmas de outrora; sempre de negro, como a minha alma; sempre belos, como a minha infância. Caras novas para velhos demos.

Em certos locais, o tempo não é a dimensão que conhecemos. E até eu, que sempre existi fora do Tempo e do Espaço, me rendo a esta evidência.

Os seios jovens e firmes de hoje são uma ilusão.
Neste local, o tempo parou. E aqui permanecem os demónios. Todos.

Fabien
Vicobé, Porto
Setembro 2003

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