quinta-feira, outubro 16, 2003

Moderado


Na revista Pública deste domingo (12Out2003, p.46), encontra-se um artigo intitulado "Os senhores de negro", escrito por um tal Ricardo Dias Felner. Quando peguei na revista, pensei que o título deste pseudoartigo era o que se lia na sua capa, "Os donos da praxe", trocadilho suave com "Os donos da bola", mas não.

Então, logo a abrir, é explicado que estes "senhores de preto" (a expressão "de negro" parece-me demasiado nobre, algo apropriado aos Nazgul, aos Hospitalários, aos 100 lobos... mas não a estes asnos) são os "Duces" de Coimbra, plural de "Dux", mas a rimar com o Benito, mais a propósito.
A ilustrar esta abertura, uma incrível foto de um desses "asnos de preto", com ar de bêbado cansado, desgrenhado e mal vestido com um suposto traje. A julgar pela sua expressão, o traje que melhor lhe ficaria seria uma camisa de forças. Chama-lhe o tal Felner: "João Luís, o moderado".

Eis o que faria a este asno Luís, na melhor "tradição" coimbrã:
Dar-lhe-ia uma garrafa de litro de álcool etílico e uma caixa de fósforos. Obrigá-lo-ia a beber metade da garrafa pela boca, sem engolir, tendo o líquido de sair pelas narinas. O restante, seria para derramar pela cabeça abaixo, sem fechar os olhos. Depois, teria de acender os fósforos um por um até não restar nenhum na caixa. Se o asno pegasse fogo antes de terminada a caixa, teria de continuar a acender os restantes até ao fim e, só então, se poderia atirar de cabeça ao Mondego. Para não ser acusado de inumano, estaria presente um extintor, não importa se em condições de funcionamento ou não, que seria usado para desferir um golpe de misericórdia nos cornos da besta, caso esta falhasse a prova.

E não pensem que isto é malvadez.
Nah. Isto sou eu a ser... moderado.

PS:
A propósito das praxes bacocas.
Ver A Sombra, Local e Blogal e Abram os olhos.

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