segunda-feira, outubro 20, 2003

Um tal Felner


E-mail enviado por Ricardo Felner:
(ricardo.felner@publico.pt)

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Sr. Fabien Jeune,

Porquê um "tal Felner". Não gosta do nome? Está no seu direito. De qualquer forma, se tiver alguma coisa contra mim ou contra a minha reportagem sobre os "duces" pode escrever para o meu email.

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Caro Sr. Ricardo Dias Felner,

Agradeço, antes de mais, o envio do seu e-mail, motivado pelo meu post "Moderado", n'A Sombra.

Porquê um "tal Felner"? Bom, não um "tal Felner", mas "um tal Ricardo Dias Felner". Não tenho a honra de o conhecer e pareceu-me despropositado dar a entender que tal era o caso, escrevendo "o Felner" ou "o Ricardo", mas adivinhou. Foi uma farpazita, de facto, como o atesta a designação de "pseudo" acoplada a "artigo" quando me referi ao que escreveu na revista Pública em causa.

Mas deixemos a questão do nome para último lugar e passemos a esse mesmo artigo, publicado na revista Pública de 12 deste mês.
Imagine o Ricardo Felner uma reportagem sobre os antipraxistas (e atente bem no "anti", pois é o exacto oposto do "dux"), na mesma revista, com um título do género Os heróis da liberdade - sem aspas - extraído de uma introdução que rezasse algo como: Os colegas dizem que estes heróis da liberdade são a única defesa contra a praxe - sem aspas em lado nenhum. Familiar?
A frase é sua, mas escrita assim: Os súbditos [sem aspas] dizem que os senhores de negro [tal como aqui em bold e sem aspas] cumprem bem as funções de zelar [tal qual - mas zelar por quem ou por quê?].
(Como deverá ter compreendido, os "duces" e os "antipraxistas", para mim, estão ao mesmo nível, que é muito baixo.)

Está a ver onde quero chegar?
Imagine um artigo sobre as Totenkopf das SS nazis intitulado da mesma forma que o seu: Os senhores de negro - assim mesmo.

Se se trata de um artigo de opinião, nada contra a forma e o estilo da escrita, mas sim contra a forma como passou pelo crivo da escolha editorial - estou a recordar-me de uns artigos curiosos da autoria de uma espécie de revisionista mal disfarçado, no Público. E não o estou a comparar a esse senhor, mas a ilustrar o meu ponto de vista, pois cada um é livre de escrever e dizer o que quiser, desde que o faça em seu nome e não representando um mass media, mesmo a revista Pública, que não é o jornal Público, eu sei.

Não era sua intenção branquear ou, pelo menos, descrever os "duces" e a praxe académica como fenómenos perfeitamente naturais? Não o creio. E, repare, ao não o crer estou a elogiar o seu intelecto; estaria a denegri-lo caso sugerisse que nem se apercebeu de tal coisa ao escrever algo como o artigo em questão. E nem a caixa com um suposto "outro ponto de vista" vem ajudar, bem pelo contrário.
A única coisa que não engana, no seu artigo, são as fotos, em especial a do "asno moderado" João Luís - que valem por qualquer conjunto de palavras que o Ricardo Felner tenha escrito ou venha ainda a escrever sobre o assunto.

E, como vê, nada tenho contra o seu nome, caro Felner; apenas contra a forma como o usou, assinando um artigo de opinião por peça jornalística.

Cordialmente,
Fabien Jeune

PS:
Agora que existe uma relação directa entre nós, não tenho mais motivo para me referir a si como "um tal Ricardo Dias Felner", antes como "Ricardo Felner", como em "Foi o Ricardo Felner quem me enviou este e-mail", ao que me poderão dizer: "Ah... O tal Felner dos "duces"?" - mas essa parte já não é de minha responsabilidade.

PS2:
Esta entrada foi enviada por e-mail para o Ricardo Dias Felner.

PS3:
Ou a Playstation me começa a pagar ou vou ter de arranjar outro método para identificar as minhas notas de roda-pé... Hmmm...

PS4:
Espero que não tenha nada contra o meu nome! :)
É que é mesmo o meu nome e com muita honra.

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