sexta-feira, novembro 28, 2003

Te souviens-tu...


Quando nos conhecemos estava vento.
Levou-te as folhas brancas em que escrevias a negro, como sempre fazes, e diverti-me a observar como as apanhavas. E pensei que quem assim é escolhido pelo vento para a brincadeira não pode ser mau demónio.

Disseste-me, nesse dia:
"Busca a verdade dentro de ti.
Escuta bem as vozes que trazes dentro."

Recordas?
Mas esqueceste que eu, mais que tu, permaneço o mesmo.
Talvez por ainda poderes dizer que estás igual ao que foste.

Talvez o teu segredo seja o meu.
Talvez seja por saberes, como eu, que esta concha já está morta, que ela permanece jovem. Mas não te iludas, irmão.
O teu nome é Semblano, não Jeune. Como o meu.

Parabéns.

Fabien
28Nov2003

post scriptum:
Só o teu aniversário para quebrar o meu "retiro espiritual"...

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