... Now walk the walk!Depois da resposta do Gabinete do Provedor do Telespectador da RTP
(ver na íntegra
AQUI), pensamos que esta iniciativa deve decorrer no
sentido de afirmar os nossos direitos autorais, enquanto bloggers, o que
poderá ser conseguido por uma ampla discussão pública do tema.
Nesse âmbito, agradecemos o envio
através desta página (RTP)
deste texto padrão (copy/paste para o corpo da mensagem na RTP):
NOTA (post)erior IMPORTANTE:Por lapso, foi esquecido o ASSUNTO a colocar no respectivo campo na página da RTP onde esta mensagem será colocada e enviada. Sugiro a uniformização do mesmo como:Sobre recolha de informação via Web e direitos de autorDa mesma forma, sugiro que seja a mensagem marcada como CRÍTICA na classificação da mensagem, pois apenas uma categoria é permitida (o ideal seria crítica e sugestão, mas não dá).--- texto padrão a copiar na íntegra para e-mail ao Provedor do Telespectador da RTP ---
No seguimento da infeliz situação verificada com o texto da autoria de Davi Reis publicado no blogue "Caderno de Corda", plagiado como sinopse do documentário
Loose Change 2 pelo site da RTP, vimos desta forma manifestar a nossa indignação pelo sucedido, apesar do recente pedido de desculpas enviado ao autor. Isto, porque:
1. O recurso à Internet na recolha de dados para uso em websites é prática comum dos Media contemporâneos. No caso concreto da RTP, a chefe de Gabinete do Provedor do Telespectador, admitiu, em carta de indulgência a Davi Reis: “para realizar este trabalho, que serve o público em geral e toda a comunicação social (para efeitos de publicação da programação TV), a equipa recorre muitas vezes à Internet, dada, por vezes, a escassez de informação interna”. Neste particular, o que não nos parece correcto é a utilização dessas informações sem mencionar expressamente as fontes – vide o sucedido com Davi Reis, com a agravante de se tratar de um plágio descarado, isto é,
ipsis verbis. Dadas as circunstâncias, é de presumir que a maior parte (se não a totalidade) dos textos publicados no website da RTP são extraídos de fontes não identificadas, limitando-se os profissionais responsáveis por essa informação a um mero exercício de
copy/paste de material alheio.
2. A presunção referida acima ganha peso com a reacção tardia e vaga do Provedor do Telespectador (ou alguém em seu nome - a resposta não é do próprio), pois nela nada mais se vislumbra que um rápido aviamento de sentença sem que se torne evidente para TODOS os leitores do website da RTP o compromisso de que "(...) tal se não voltará a repetir, na medida em que foram já dadas instruções relativas à recolha de informação via Web (...)". Esta intenção deveria, de facto, constar expressamente de um código de conduta disponível na página da RTP, o que só a dignificaria e tornaria mais transparente o modus operandi quanto à utilização deste tipo de material - contra a qual nada temos a protestar exceptuando a abusiva utilização de textos, ou outro tipo de material, sem a menção expressa de autoria e origem.
3. Finalmente, em solidariedade com Davi Reis, protestamos veementemente contra o atraso na resposta às interpelações feitas(18 dias de espera), sem a antecipação devida de um aviso quanto ao processo de averiguação (em curso desde 22 de Setembro de 2006). Deste processo, como se pode testemunhar na página web da RTP em questão, resultou o corte do texto de Davi Reis - como se este nunca tivesse existido, ou como se a natureza do seu protesto fosse essa: protestar pela publicação do seu texto, quando se tratou, de facto, de protestar pela ausência de referências à autoria do mesmo. Tal atitude contrasta vivamente com o que se diz na resposta da chefe de Gabinete do Provedor do Telespectador a Davi Reis: "(...) foram já dadas instruções relativas à recolha de informação via Web, no sentido de assegurar quer a credibilidade das fontes, quer o respeito pelos trabalhos de terceiros (...)", ou seja, parece indicar uma de duas coisas: ou o texto de Davi Reis não era credível ou não merecia o respeito da RTP, pois foi retirado sem se mencionar, antes, a autoria do mesmo.
Agradecendo, apesar de tardia, a resposta dada, permaneceremos atentos à actuação dos profissionais da RTP, que, segundo diz, receberam instruções para evitar estas situações no futuro. A RTP garante-o, através de um discreto e-mail... e os restantes órgãos de comunicação? O problema não está, de todo, sanado. Uma vez que é competência inalienável do Provedor ouvir os interesses dos telespectadores, e uma vez que a RTP tem, nesta questão, a dupla obrigação de assumir o erro e de prestar serviço público, sugerimos que seja lançado um debate na antena da RTP envolvendo os organismos directamente implicados em problemáticas tão actuais e carentes de regulamentação como são a protecção dos direitos autorais na Internet; a dignificação e credibilização da blogosfera, assim como a verificação prática do cumprimento da ética e da deontologia na indústria de conteúdos, vulgo, Media (onde grassa o desrespeito pela propriedade intelectual dos bloggers).
Na expectativa de uma mediação justa e eficaz, que devolva a dignidade às partes envolvidas, aguardamos a sua resposta.
NOMEBLOGURL--- final do texto padrão ---nota:Agradecemos a todos os que enviarem este texto que o façam pela forma descrita e não acrescentando outra coisa que o seu nome e o nome do seu blog, caso exista (com respectivo URL) - substituir no texto acima onde está "nome" e "blog" e "URL".Obrigado....