sexta-feira, abril 14, 2006

Uma simples paixão...





Aos que escolhem esta Sombra,
uma feliz Páscoa.
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Peter Gabriel - Before Night Falls - Passion
Scorsese's The Last Temptation of Christ OST

quinta-feira, abril 13, 2006

100 mais nada...





...On. Say on. Be said on. Somehow on.
...Till nohow on. Said nohow on.

...Say for be said. Missaid.
...From now say for be missaid.

...Say a body. Where none. No mind. Where none.
...That at least. A place. Where none. For the body.
...To be in. Move in. Out of. Back into. No. No out.
...No back. Only in. Stay in. On in. Still.

...All of old. Nothing else ever. Ever tried. Ever failed. ...No matter. Try again. Fail again. Fail better.

L'irréversible moi.


Allors qui suis-je...

Eis uma pergunta que não me faziam há muito...
Talvez porque no lugar onde agora estou as perguntas
Todas
São inúteis, tal a evidência que rodeia tudo
Todos
A Criança poderia responder por mim, talvez...
Talvez por saber melhor que eu as respostas
Todas
Mas nos seus olhos já só há lugar para os ódios
Todos
Ou para a falta que lhe fazem
Talvez enumerando as minhas fúrias
Todas
A resposta surgisse, clara, para os gostos
Todos
Mas não. Demasiado longo seria e,
no final, permaneceriam as dúvidas
Todas
Talvez fosse melhor não ser assim, ser como
Todos
Demasiado simples seria e, afinal,
existiriam sempre as perguntas
Todas.


Je suis l'irréversible moi.


...
Aragonaise

FJ

terça-feira, abril 11, 2006

Passou-se.





....
...
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........Aqui deixo o meu moonwalker.
........Votos de rápidas melhoras.

........FJ
...
...
.......(no comments, as usual)

Do You remember...



Michael.

Once upon a time, there was a little
boy that wouldn't grow up.
His name was Michael, and he

made our world larger somewhat.
Somewhere along the way the little

boy got all mixed up
and since then all of us, the little

boy as well, grew up,
but somewhere in our souls

we just didn't care.
Somewhere in our souls,

we'll always be there.
In Never Land
.

Do you remember the time?...


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Vincent Price's Thrill (rare)
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Thriller Voice Demo - Thriller Special Edition
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On the dance floor...
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...
Shake your body (Down to the ground) - The Ultimate Collection
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Somewhere else...
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Liberian Girl - Bad
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By the way:
The mood has swung accordingly!
Shadow's Mood - Agora aqui mesmo!



Earth Song - History

segunda-feira, abril 10, 2006

United 93.


Especialistas em torno da cratera que o United 93 "deixou" em Shanksville, na Pennsylvania, único registo do despenhamento do avião, que desapareceu junto com os corpos dos tripulantes e passageiros.
11 de Setembro de 2001.

imagem: Loose Change 2nd Edition Posted by Picasa



E pronto. A máquina de propaganda está de novo em marcha.
O novo filme de Paul Greengrass, realizador de "Bloody Sunday" e "The Bourne Supremacy", começa a ser divulgado "em massa". Chama-se "United 93" e tem estreia marcada para o próximo dia 28. Já acompanho a polémica que este filme de ficção está a provocar há algum tempo.

O jovem realizador de "Loose Change", Dylan Avery, considera no seu blog que este filme vai fazer mais bem do que mal à procura da verdade sobre o 11 de Setembro de 2001. E eu acho que ele tem razão. De uma forma geral, a reacção dos próprios norte-americanos ao trailer de "United 93 (the movie)" vai da gargalhada à rejeição, passando pela incredulidade. Exactamente o tipo de reacção que há uns tempos provocaria um documentário sério como "Loose Change", hoje procurado até pelos familiares dos que morreram a 11 de Setembro de 2001.

Para os que não sabem, o vôo United 93 era o que supostamente se destinava a destruir a Casa Branca, mas que, segundo a versão oficial dos "factos", se despenhou na Pennsylvania como resultado de uma tentativa dos passageiros para subjugar os "piratas do ar". A notícia que hoje surge no Público (Cultura, "United 93 - Filme sobre o 11 de Setembro incomoda espectadores americanos") está cheia de pormenores deliciosos:

Logo à cabeça, o filme de ficção de Paul Greengrass é apresentado como "uma reconstituição dramática" dos acontecimentos que envolveram o vôo United 93. Nada mais falso. De todos os vôos envolvidos no 11 de Setembro de 2001, o 93 da United é o mais estranho e aquele sobre o qual pairam mais dúvidas quanto ao que realmente aconteceu. Foi, até hoje, um dos dois únicos aviões de passageiros de grande porte que se volatilizou após o embate no solo, junto com destroços, corpos de tripulação e passageiros, bagagem e... caixas negras. O outro foi o vôo 77, que dizem ter embatido contra o Pentágono (apesar de qualquer engenheiro aeronáutico poder provar que tal coisa é impossível!).

Diz a notícia do Público que o presidente de Marketing dos estúdios Universal (que são os donos de "United 93") considera o filme "um olhar honesto e real sobre o que aconteceu" (sic). Mas o que aconteceu? Eu vi o trailer (aqui) e foi a primeira vez que apareceu um "homem-bomba" entre os ditos "terroristas" que tomaram de assalto os aviões. Então e os x-actos? Como é que um tipo com um colete cheio de explosivos entrou no avião?

De "The 9/11 Commission Report" (para não lhe chamar "Ommission Report"):
"Pelo menos dez passageiros e dois membros da tripulação (do vôo United 93) partilharam informações vitais com a família, amigos, colegas ou outros em terra. Todos perceberam que o avião tinha sido sequestrado. Disseram que os sequestradores empunhavam facas e diziam ter uma bomba a bordo." (...) "Os passageiros que fizeram chamadas telefónicas do vôo United 93 relataram que um passageiro fora esfaqueado e que havia mais duas pessoas no chão da cabine, feridas ou mortas - possivelmente o comandante e o primeiro oficial."
Vêem os "homens-bomba"? Nem eu. E isto é a versão "oficial".

Há uns dias, acho que na RTPN, passou uma notícia muito interessante.
A Boeing e a Airbus gastaram milhões no desenvolvimento de um sistema que permite o uso de telemóveis a partir dos seus aviões em vôo, estando prevista a sua operacionalidade para meados de 2007. Mas... Esperem lá!
Em Setembro de 2001, inúmeras chamadas de telemóveis foram feitas entre as pessoas a bordo dos quatro aviões sequestrados e o solo! Para que é que se gastaram milhões de dólares e de euros em tecnologia desnecessária?
ABRAM OS OLHOS!!

Já tive acesso ao filme, na Internet, mas nem me dou ao trabalho. Bastou ver o trailer para detectar inúmeras incongruências e falsidades. "United 93" é uma peça de propaganda mal amanhada, destinada a tentar abafar a onda de contestação à versão oficial dos factos que hoje varre os EUA (e de que os Media europeus não falam, já agora!), que tem "Loose Change 2nd Edition" como ponta de lança.

Aos interessados, terei o maior prazer em facultar uma versão legendada em francês ou o original de "Loose Change 2nd Edition", em formato mpeg4, que passa em leitores de DVD, como no computador. Basta usarem o nosso e-mail.

THE TRUTH IS OUT THERE!
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Esta é a tira original (aqui arranjada em bloco para melhor leitura) do Calvin & Hobbes que foi hoje impresso no Público.

Data de 1986 (de onde o "in communist Russia"), mas permanece certinha, vinte anos depois.
O génio de Bill Watterson nunca cessa de me espantar. Mesmo tendo todos os livros da Gradiva e os originais em inglês, continuo a rir-me como um perdido, cada dia que compro o Público.
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Land of the free? Home of the brave?
I think not... anymore.
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Calvin & Hobbes © Bill Watterson 1986 4-7
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domingo, abril 09, 2006

An Illegal War Journal . Day 22 . 2003/04/09







Dia vinte e dois
Raiva.


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A notícia do ataque ao Hotel Palestina (e da morte dos dois cameramen) é dada pelo (jornal) Público como se fosse um episódio normalíssimo no meio desta guerra... Nem uma linha na primeira página. Nada. VERGONHA.
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(Chego às últimas páginas deste caderno.)
Tanto para dizer e tantos sentimentos misturados que se confundem, cada vez mais, em um só: raiva. Pura raiva. (...) ...
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Hoje, eram 16:34 horas em Baghdad, uma coluna blindada norte-americana chegou junto do Hotel Palestina. Perante a iminência de um vazio de poder, os jornalistas respiraram de alívio ao verem chegar os que ontem mataram dois dos seus colegas. Apesar dos riscos, em breve todos se misturam em plena rua; militares norte-americanos, jornalistas, populares e... "escudos humanos" (voluntários estrangeiros que se ofereceram para assim tentar evitar a destruição provocada pelos bombardeamentos). Aliás, de todos, parecem ser estes os únicos a manter a lucidez. Dois deles, um rapaz descendente de portugueses e uma rapariga (de quem ignoro a nacionalidade), mostram a sua indignação aos soldados norte-americanos, ela mostrando uma fotografia que não se percebe o que seja na televisão, mas que terá a ver com um dos muitos ataques "cirurgícos" a Baghdad.
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Os norte-americanos recusam-se a encarar os "escudos humanos". Então, como por magia, surgem dois (!!?) iraquianos com uma faixa tirada de um dos locais onde estavam os "escudos humanos", identificando-os, e nela, à inscrição "Human Shields" acrescentaram (ou alguém por eles, é o mais certo) a vermelho, pintado à mão, as palavras "Go home You US Wankers". (Onde é que um iraquiano foi buscar um insulto como "wanker" é algo que não cabe na cabeça de ninguém!) Deliciados, os soldados norte-americanos tiravam-lhes fotos...

O caos instala-se.
(...)
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RS, An Illegal War Journal, 09/04/2003
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(última entrada do primeiro caderno e da série "An Illegal War Journal", n'A Sombra)
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Os soldados norte-americanos cedo revelaram uma total ignorância do meio que os rodeava. Para eles, também, parecia chegada a hora de ir embora.
Mas não seria assim.
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O Cabo Edward Chin, de Nova Iorque, pertencente ao 3º Batalhão do 4º Regimento de Marines, coloca uma bandeira norte-americana cobrindo a cabeça da estátua de Saddam Hussein na praça próxima do Hotel Palestina. Seria tirada poucos minutos após, sendo substituída por uma bandeira iraquiana...
imagem: www.angelfire.com War in Iraq.
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nota tirada deste dia, que passou para o segundo caderno:

Na manhã de hoje, confirmando o que se adivinhava desde que a Cruz Vermelha Internacional anunciou a suspensão das suas actividades em Baghdad, começaram a chegar relatos de pilhagens nas zonas da capital onde os norte-americanos se encontram. Multidões incontroláveis atiram-se a tudo o que possam roubar, desde pneus velhos a frigoríficos, de jarras com flores a mobiliário. Muitos destes insurrectos estão armados com Kalachnikovs, mas as tropas norte-americanas ignoram-os, pura e simplesmente.
É, de facto, o caos.
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Assim termina a série "An Illegal War Journal", que acompanhou A Sombra diariamente desde 19 de Março de 2006, aniversário do início da guerra do Iraque actualmente em curso. Em curso, sim, pois contrariamente ao "wishful thinking" de tipos como G. W. Bush ou José Manuel Fernandes, ainda não parou, desde então.
Que dure o menos possível.

Rui Semblano
9 de Abril de 2006
A Sombra
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Toon.

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...........Afonso, já vens tarde.

........................:)