sábado, janeiro 21, 2006

Lost in reflection...







Morphine - Good - Good





you're good, good, good
good
you're good, good, good
you're good

somethin tells me, somethin tells me, somethin tells me
you can read my mind
somethin tells me, somethin tells me, somethin tells me
you can read my mind

somethin tells me you can read my mind
your brain is callin to me one more time

your brain, your brain, your brain
is callin to me one more time
your brain, your brain, your brain
is callin to me one more time
you're good

you push, push, push
so good
you push, push, push
you're good

somethin tells me, somethin tells me, somethin tells me
you can read my mind
somethin tells me, somethin tells me, somethin tells me
you can read my mind

somethin tells me you can read my mind
your brain is callin to me one more time
somethin tells me you can read my mind
your brain is callin to me one more time

your brain, your brain, your brain
is callin to me one more time
your brain, your brain, your brain
is callin to me one more time

you're good, good, good
so good


And that's it. For today...

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sexta-feira, janeiro 20, 2006

Complete Idiot's Guide no. 4


Lista completa
de Complete Idiot's Guides d'A Sombra

algures na coluna da direita
8





"A neve e os glaciares que nos últimos 11.000 anos coroaram o Kilimanjaro, a montanha mais alta de África, estão a desaparecer e terão provavelmente desaparecido por completo em 2020. As florestas que cobrem o sopé do Kilimanjaro absorvem a humidade das nuvens que aí se formam, providenciando água a plantas e animais da planície envolvente. O aumento da temperatura ameaça não apenas o cume gelado, mas também este imprescindível processo natural."

(in Natural Environment - Kenya - Alex Majoli & Dr. David Suzuki)

"(...) as variações das médias são no máximo de 0.1 graus por década. Variações desta ordem de grandeza são imperceptíveis. E no entanto há muita gente capaz de jurar que o aquecimento global se vê e se sente."

(in
Blasfémias - Ciência pós-moderna II - João Miranda)

Regra # 1: Ver para crer.
Regra # 2: Não esquecer de abrir os olhos.

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From my Moleskines II . 12Fev2005


Lista completa
de Notes from my Moleskines

algures na coluna da direita
8





(quote)
Apesar de tudo, continuo a conduzir um automóvel cuja matrícula termina em PC.
Assim se vê a força... Sejamos, pois, subversivos.

RS 17 de Fevereiro de 2005

(end quote)

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quinta-feira, janeiro 19, 2006

Cherish your Demons...





















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Mais do que a creditar

Às voltas pela blogosfera, mais reencontros e encontros.

Colocados nos Blog Links plm:

O Tempo dos Assassinos, que sigo desde o bom velho Viva Espanha, em que entrei um dia de 2003 com aquela cara de "não-querem-lá-ver-estes" e saí com vontade de regressar. A visibilidade misteriosa de Miguel Silva permanece. E ainda bem.

O Descrédito, verdadeira "fábrica de rótulos", que tem criteriosamente etiquetados grande número dos blogs da nossa esfera (critérios de descrédito, mas critérios), incluindo A Sombra.
Embora discordando frontalmente do rótulo, como sempre (e se não sabem porquê - ou já não se recordam - podem perceber aqui), é com prazer que revisitamos quem aqui sempre teve crédito (mais ou menos, mas crédito).

A Rua dos Contos...
Sempre que vou à Rua dos Contos é à boleia do Espreitador. Pois agora já o posso fazer desde A Sombra, assim como quem a visita. Um dos melhores contadores de histórias da nossa esfera, que sempre leio com prazer, a merecer destaque.
(Caro Pires, lamento só agora reparar esta falta.)

Colocados nas Relações Sombrias:

Todos os "dorminhocos" passaram para os Links Completos d'A Sombra.
Estão identificados como eram aqui, por "sleeper" junto à denominação.
Os "dorminhocos" ainda não identificados desta lista serão rotulados oportunamente.

A Má Disposição. Como forma de resistência.
Mal-Disposto, como te compreendo.

E pronto.
Actualizadíssimo, me despeço.
Até logo.

RS

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Vícios & Virtudes - O combustível

O desenvolvimento de uma empresa privada não se mede da mesma forma que o do Estado, mas deveria. Parte desse desenvolvimento é medido pela qualidade de vida proporcionada.
Esta componente de desenvolvimento, ao contrário do que parece, está intimamente ligada ao desenvolvimento tecnológico e ao desenvolvimento financeiro, pois está mais do que demonstrado que é a qualidade de vida que determina a maior ou menor disposição para o trabalho, logo o maior ou menor rendimento do trabalhador.

No caso do Estado Social, em que todos trabalham em parte para o bem comum, as contrapartidas apresentadas são determinantes para a vontade de cumprir integralmente as obrigações do cidadão, que vão do simples acto de ir votar ao pagamento de impostos. Quando o Estado demonstra leviandade na gestão dos meios de que dispõe e deixa degradar as infra-estruturas que deveriam servir os cidadãos, estes encontram poucos motivos para continuar a sustentar tal gestão.

Quando se trabalha numa empresa onde a colecção de Mercedes do patrão contrasta de forma gritante com as máquinas ultrapassadas da sua linha de produção, mantendo-se estas e crescendo a outra, o trabalhador será burro se não arranjar forma de, rapidamente, passar para outra empresa. Quando um cidadão se encontra perante uma situação idêntica em relação ao Estado, será burro se emigrar. É que os cidadãos, na sua esmagadora maioria, não determinam as administrações das empresas onde trabalham, mas todos são responsáveis pela administração do Estado a que pertencem.

Mudar de empresa, ao constatar a incapacidade da sua administração, é um acto de inteligência. Mudar de país, quando o seu Governo se mostra incompetente, é um acto de demissão. A mentalidade que determina como prioridade de uma empresa privada o seu lucro é dominante na sociedade de hoje e, tranquilamente, transferiu-se para o Estado; ou seja, quando um Estado não tem o lucro como prioridade é considerado mau. Mas será mesmo mau?

Recordam-se dos motivos apresentados pela França e pela Alemanha para o não cumprimento do limite de défice comunitário? Já compararam essa argumentação com a de Portugal e a sua paranóia pelo cumprimento do mesmo?
As estratégias de desenvolvimento empresarial, sustentadas no máximo lucro e mínimo desperdício, resultam desastrosas quando aplicadas ao Estado por, precisamente, ser nelas redundante o factor humano. Hoje, para uma empresa "moderna", é irrelevante a quantidade de famílias que dela dependem. Sempre que surja a oportunidade de fazer mais pagando menos, ela é aproveitada sem contemplações.
O trabalhador é, assim, um factor menor da política empresarial, no sentido de ter deixado de ser o seu motor e passado a ser mero combustível.

Principalmente como fumador, o verdadeiro Estado Social, parece-me mais seguro.
E as empresas que não querem esta via também.

RS

Outras entradas do mesmo grupo:

Introdução:
Safety first!
Trilogia Vícios & Virtudes:
1. O Combústivel
2.
Sociopatia
3. Channel no. 5

terça-feira, janeiro 17, 2006

Buffa?



Quanto ao governo, que passe para Bruxelas.
Sempre se fazia uma ópera em S. Bento.

RS in Neo-Radicais, 17/01/2006




E eu a pensar que já se fazia há muito...

Safety first!

Acho curiosas as discussões que se geram em torno do tipo de assuntos como a Segurança Social, por exemplo. Por todo o lado (o que é óptimo) se discutem os prós e os contras do Estado Social e da neoliberalização da sociedade, mas sem a Fátima Campos Ferreira (o que é mais que óptimo): nos cafés, na rua, nos blogs... Mas termina por ser um diálogo de surdos. Os argumentos vão-se perdendo, de um e de outro lado, pelo simples arrastar da coisa...

Talvez por isso me tenha agradado desde o início o formato d'A Sombra. Não temos milhões de visitantes, mas quando um e-mail aqui é dirigido com esse fim (raramente se recusando a sua publicação) é lido tranquilamente, digerido e, se necessário, respondido - em privado ou n'A Sombra, conforme o caso. Não existe, assim, aquele instinto de resposta imediata, às vezes no minuto seguinte, quase a recordar o MSN Messenger. Só faltam as abreviaturas e o calão de sms, para completar o quadro. Por mim, tirando os comentários maiores, feitos com mais calma (por vezes fora da janela dos mesmos e copiada posteriormente), prefiro o curto e directo, o nonsense, como o comentário transcrito na entrada anterior (toda ela, já agora), ou a marcação de presença telegráfica "passei aqui e gostei (ou não)".

No caso da Segurança Social, tão in no momento, as coisas começam a sair do sério. As opiniões deixam de o ser e passam a ser razões, planos, estratégias, filosofias... E depois admiram-se de alguns comentários do tipo "se-sabes-assim-tanto-disto-que-estás-aqui-a-fazer?"... Realmente, se tudo fosse tão simples como querem fazer parecer, sobretudo (mas não só), os que defendem o fim da Segurança Social.

Por isso não digo que me junto ao debate, mas apenas que, n'A Sombra, se seguirão algumas considerações sobre o nosso sistema de Segurança Social e o que, em minha opinião, nele falhou. Ao menos assim, quando deixar uma farpa num qualquer local de discussão do tema, já saberão ao que vou.

Até logo, portanto.

RS

Os neo-radicais




"Acho que o Mentat está certo.
Hoje e já. E com um milésimo do que gasta a SS de hoje,
crie-se uma nova SS, onde essa labregada toda que vive
à custa do Estado pudesse ir a banhos de chuveiro."

in Blasfémias, nos comentários sobre a entrada de
João Miranda, "A Segurança Social não irá à falência"





Realmente, há coisas que não mudam.
A aversão de João Miranda ao Estado Social é uma delas. Deixei o comentário que inicia esta entrada no Blasfémias, a propósito de alguém que, concordando totalmente com o escrito por João Miranda, que terminava com a ideia de ser uma infelicidade a Segurança Social não falir dentro de dez anos, exclamava que devia era acabar hoje e já! Pois claro. E venda-se hoje e já a Água, a Electricidade, todo o SNS, os imóveis que restam e, naturalmente, confie-se a Defesa a uma dessas agências de mercenários que estão em voga. Quanto ao governo, que passe para Bruxelas. Sempre se fazia uma ópera em S. Bento.

Quanto a acabar com os problemas que minam a sociedade portuguesa, nada como ser radical. E ter confiança no Mercado, que tudo resolve. Olhem, como está a resolver a situação dos estivadores europeus, esses malandros, que querem impedir os coitadinhos dos asiáticos e afins de trabalhar honestamente nesta Europa que, de Social, em breve só terá o nome.
Afinal de contas, o Social, quando nasce, deve ser para todos!

Sejamos radicais.
Fundemos uma nova SS e enterremos a velha. Hoje e já!

RS

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Chegou!



Muito obrigado. :)
Isto veio alterar a minha disposição.








Lambarena - Bach to Africa - Pepa Nzac Gnon Ma + Prelude from Partita for Violin No. 3, BWV 1006

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Aviso aos navegantes

A partir de hoje, a Catarina Campos, do inacreditável 100 nada, passa a fazer parte da curiosa turma do De Vagares. Assim o conhecemos, casualmente minutos após a sua primeira entrada na nova casa, bem catita, por sinal.

E, já agora, repito a pergunta que lhe fiz:
"E agora o 100? Nada?..."

:)

A Sombra deseja à Cat as maiores alegrias na nova morada.
Acho que, pela primeira vez, um blog é acrescentado à nossa lista de Blog Links quase à nascença, mas este tinha de ser. A madrinha é boa de mais.

Nota adicional:
A Catarina diz-me que o 100 nada fica, assim, a fazer jus ao nome.
Seja. Mas passará um ano até que o retire da nossa lista de Blog Links Sp.
Adormecê-lo-ei, pois, a 17 de Janeiro de 2007. E nem um dia antes.

NOTA POST(ERIOR):
TINHA RAZÃO! A CAT REGRESSOU A CASA A 6 DE MARÇO DE 2006! YESSSS!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Simple minds...

Basta um olhar em volta, desde que não se esteja num resort ou num condomínio fechado, para percebermos que este é um país pobre, material e espiritualmente, sobretudo espiritualmente.
A atitude que caracteriza o "português típico" é o desleixo, mais que o oportunismo ou a preguiça. Aliás, a preguiça está sobrevalorizada nesta questão. Todos os que tiveram a sorte de sair do nosso pequeno rectângulo para o resto da Europa já experimentaram aquela sensação de "lá-fora-é-que-é" ou "somos-mesmo-atrasadinhos". Os que, mais afortunados, lá permaneceram algum tempo, conhecem bem a sensação de desconforto que se tem ao regressar, logo transmitida pelas suspensões do automóvel quando se deixa Espanha ou pelo "há-qualquer-coisa-que-não-está-bem-Ah!-é-o-lixo" ao sair da Portela ou do Sá Carneiro (às vezes até antes de sair...).

O que diferencia os portugueses da maior parte dos europeus começa logo nas suas atitudes individuais: no passear do cãozinho sem ligar aos distribuidores de sacos de plástico para recolher os seus dejectos e, sobretudo, no sair de casa com o cãozinho sem levar consigo o saco de plástico.
Agora que os tais distribuidores estão um pouco por todo o lado, já têm desculpa para não apanhar o que os seus cãozinhos fazem no chão; ou não há sacos nos distribuidores ou não há distribuidores por perto; isto é: a culpa passa para os responsáveis pela colocação e carregamento dos distribuidores. Sair de casa com um saco plástico no bolso é que nem lhes passa pela cabeça.

Daqui se passa para tudo o resto.
O que deveriam fazer de sua iniciativa e com meios próprios passa a ser feito por imposição e com meios comunitários, o que lhes fornece as desculpas necessárias para continuar na mesma, isto é, sem o fazer, seja lá o que for.
Voltando ao exemplo da caca do cãozinho, não é menos verdade que os distribuidores deviam estar sempre carregados, não sendo isso desculpa para que não se leve no bolso o saquinho. Quando se coloca um meio qualquer à disposição dos cidadãos, espera-se que funcione, que não seja só um devaneio, uma acção inconsequente que se esgota depois da inauguração com fotografia no jornal local (ou nacional). Isto também está mal e demonstra o desleixo como factor generalizado no modo de ser nacional, mas não pode ser desculpa para não se ter o saquinho de plástico no próprio bolso.

Ou seja, o Estado não existe por si, antes sendo o que os cidadãos dele fazem, trabalhando para ele ou, simplesmente, vivendo na sociedade que ele regula e pagando aos que trabalham para ele. É da forma de ser destes cidadãos, todos ligados intimamente ao Estado, que se define a forma de ser do próprio Estado e da sua sociedade, isto é, do país. Uma sociedade é, e não só por definição, um projecto comum. Todas as iniciativas são tomadas nesta esfera e afectam toda a esfera; sejam lúdicas ou profissionais, humildes ou megalómanas, simples ou complexas, individuais ou corporativas.
Por isso, à excepção das ilhas privadas e afins, cada país não é mais que o somatório das acções dos seus cidadãos, do mais anónimo ao mais mediático, do mais influente ao mais indiferente. A tão apregoada via neo-liberal, por oposição ao Estado Social, resultará na medida em que resultarem as acções dos que a farão acontecer; isto é, não os teóricos iluminados que profetizam o paraíso no dia em que acabar o Estado Social, mas os que continuarão a sair de casa com o cãozinho sem o saco de plástico no bolso e os que, entretanto colocados numa empresa privada qualquer que dispensa os sacos a troco de uma moeda, ainda assim não recarregarão os distribuidores quando necessário, por razões que vão da falta de organização ao excesso da mesma, mas que passam todas pelo bom e velho desleixo.

E não esqueçamos que, neo-liberalizada ou socializada, a caca será a mesma.

RS

domingo, janeiro 15, 2006

O lixo e o luxo...

(...) Patrícia d'Orey, pintora e criadora de jóias, casada com Pedro Silva Reis, um dos donos da Real Companhia Velha, privilegia acima de tudo a segurança e a facilidade de ter tudo o que precisa - piscina coberta e descoberta, dois courts de ténis, sala de ginástica, jacuzi, sauna e banho turco - ali mesmo ao pé. Por isso não quer sair do T6 dúplex com 500 metros quadrados adquirido ainda em planta no condomínio fechado Paço da Boa Nova, em Leça da Palmeira. (...) não lamenta os 400 euros de condomínio que paga por mês nem pensa ir viver para o apartamento que o marido possui também num condomínio, mas na Foz, a zona mais cara e mais 'in' do Porto. Esta casa tem servido, assim, para guardar as bicicletas com que o casal se exercita nalguns fins-de-semana no passeio em frente ao Atlântico. (...)

in Público, 15Jan2006, "Quando o jardim lá de casa é o campo de golfe"
por Andreia Sanches e Alexandra Campos (destaque d'A Sombra)

Pois é.
É nas coisas mais simples que percebemos porque temos um País assim.
No deixar um monte de jornais, latas e cascas de batata no passeio, a dois metros de um contentor de reciclagem... Ou no manter de um apartamento vazio na Foz do Douro sem outro uso que o de guardar umas bicicletas...

Ter dinheiro é completamente irrelevante. Um e outro caso ilustram bem a mentalidade da esmagadora maioria dos portugueses; dos mais ricos aos mais pobres. Voltarei a este assunto, em breve. Quero ver se ainda trabalho hoje - mas não para ter um apartamento de luxo para servir de arrumo... Sou um tipo simples e, já tinha mencionado, um pouco idiota, também.

From my Moleskines I . 25Jan2005


Lista completa
de Notes from my Moleskines

algures na coluna da direita
8





(quote)
Estamos a atingir o ponto em que os loucos começam a tomar o asilo. Não tarda nada começamos a ser internados em quantidade e regularmente. (...)
Estou cansado da inutilidade do voto em branco. Num mundo ideal, votar em branco teria tanta expressão como num partido ou num candidato, significando o chumbo do eleitorado aos projectos que lhe apresentaram. Se o voto em branco ganhasse as eleições, tudo teria de recomeçar, com novos candidatos, novas propostas... Mas não é assim. Ninguém quer saber do voto em branco a não ser o Saramago, o Miguel Sousa Tavares e eu (...).
Não vejo saída para este vazio que nos absorve e nos... esvazia. Talvez envie mesmo a carta em que recuso o subsídio que a Gulbenkian me atribuiria em 2010...
Que mais posso fazer?

RS 25 de Janeiro de 2005

Nota:
O "Team America" foi uma decepção. Pointless...

(end quote)

Nota:
Terminei por me render ao Moleskine.
Afinal, a diferença de preço para os Winsor & Newton que usava
baixou quase até à igualdade. E reconheço que adoro objectos tão bem
concebidos quanto bonitos...

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Em África, mas mais a norte...

... Hughes de Courson e Ahmed el Maghraby decidiram juntar o Oriente e o Ocidente em um único registo. E assim nasceu "Mozart in Egypt".

"A música clássica ocidental, temperada, rica em harmonias e contrapontos, pede uma audição simultânea dos sons, "vertical". A música oriental, por seu lado, caracteriza-se por não sobrepor as suas melodias requintadamente ornamentadas, com os seus modos e intervalos ordenados em complexos e, por vezes, assimétricos ritmos; pedindo uma audição "horizontal" dos sons, uns a seguir aos outros.
Na tentativa de casar esta "horizontalidade" com aquela "verticalidade", este jogo musical apresenta um carácter de "diagonal louca". Esperamos que o ouvinte perdoe esta audácia e sinta o mesmo prazer nesta aventura que os 150 músicos árabes e clássicos que a realizaram."

Da introdução a "Mozart in Egypt", 1997, Virgin Classics



Concerto para alaúde e piano n. 23 (Mozart, arr. Teg, H. de Courson, N. Dalil) - Mozart in Egypt

Nota:
"Mais a norte" por ser esta entrada a resposta prometida ao António Baeta e ao seu fabuloso excerto de Lambarena - Bach to Africa. Espero que aprecie(m).