terça-feira, setembro 05, 2006

(in)Adaptado





Campo de Auschwitz I

inscrição no portão:

"Arbeit Macht Frei"
(O Trabalho Liberta)











Campo V Delta

inscrição no portão:

"Honor Bound to Defend Freedom"
(Compromisso de Honra
na Defesa da Liberdade)






......."Liberta"... "Liberdade"... O 'café' será diferente, mas o sabor...

nota:
Inspirado numa conversa com Manuel da Cerveira Pinto,
depois de vermos "The Road to Guantanamo".

nota 2:
Como habitualmente, existem Links nas imagens.


7 comentários:

  1. Está longe de ser a mesma coisa!
    Os USA não são um regime nazi... não respeitar o Direito Internacional e os Direitos Humanos... também tem graus... Em Guantanamo não há fornos... e, no mínimo, os detidos são suspeitos de terrorismo... têm, no entanto, como é óbvio, direitos... e o fundamental direito a serem respeitados na sua humanidade.

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  2. Klatuu o embuçado:
    Bem vindo seja a esta Sombra, como são todos os embuçados devidamente identificados (algo que só virtualmente faz sentido - e muito!).

    Caro Klatuu,
    Obviamente, não se trata de descobrir as diferenças entre as imagens (ou os campos). É mais uma questão de semelhanças na escolha da simbologia que lhes é associada, no caso a ideia de liberdade.
    Como eu escrevi acima, são coisas diferentes (o jogo com o "café Delta" e os campos) - e mesmo muito diferentes. Mas a noção de libertação e de liberdade tem o mesmo aroma; nestas circunstâncias algo pútrido.

    E obrigado pelas palavras, pois sabia que teria de esclarecer a ideia nesta caixa e ainda bem que foi à primeira - e logo uma estreia n'A Sombra!

    Volte sempre!
    RS

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  3. Uma ronda pela blogosfera - fácil, numa simples pesquisa - demonstra que no concernente a este tema as ideias se tornam ecos já desprovidos de significação: há um discurso da esquerda e um discurso da direita...
    Pensar é uma tarefa árdua... e sempre exigiu partir de algo, cada vez mais em desuso, que se chama: indíviduo.
    Abraço.

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  4. P. S. Os que com propósito e sentido se embuçam... nunca pertencerão à mole vil dos que são anónimos todos os dias... e em tudo.

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  5. Klatuu o embuçado:
    Se der uma vista de olhos pelos inícios d'A Sombra verificará que tenho aversão aos conceitos "rotulantes" de direita e de esquerda, pois como bem ilustram as suas palavras, nos dias de hoje chegam a ser castradores do pensamento livre. Já aqui "berrei" que não sou "de esquerda" - nunca precisei de "berrar" que não sou "de direita".
    A verdade só se encontra se a buscarmos por todo o lado. Se olharmos só numa direcção, nunca a encontraremos. E olhe que mesmo procurando arduamente em todas as direcções e sentidos é ilusiva.
    Há sempre quem tente fechar portas.
    À "direita" como à "esquerda".
    Nunca tive problemas em arrombar nenhuma delas, embora algumas resistam bastante (e ainda...).

    Um grande abraço,
    RS

    nota:
    Qualquer dia, cruzar-se-á por aqui com Fabien Jeune, o "embuçado" da casa. Acho que gostará dele.

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  6. Bem...

    Em primeiro lugar gostaria de abordar uma questão levantada pelo Klatuu: A tal divisão esquerda / direita. Pesoalmente acho-a obsoleta e prefiro catalogar-me de independente, indo buscar o que acho certo a ambos e criticando o errado também de ambos. È que esses conceitos podem ser estanques e acarretam uma cegueira imensa que nos leva a aceitar tudo aquilo que tiver o carimbo partidário e ideologico da nossa filiação. Afinal a politica não é como o futebol ( é bem mais séria e importante para as nossas vidas )... em que mesmo que a nossa equipa só faça asneiras e não valha um chavo, é sempre a melhor do mundo. Como diz o Klatuu: urge pensar!
    E neste blog o Rui pensa, apesar de o seu anti-americanismo nos poder levar a pensar em certas ideologias... Mas mesmo que as defenda, não tenho nada com isso. Aliás, nos meus links há de tudo em termos ideológicos, o que muita gente pode achar estranho... Enfim, o que se deve debater são ideias e não ideologias!

    Ainda sobre o "anti-americanismo"... julgo que o Rui é mais "anti-liderança-americana", pois não o estou a ver a odiar um povo, por muito... tonto... que este possa ser.
    E os US têm uma vantagem interessante... Por exemplo, as primeiras criticas a Guantanamo surgiram nos próprios Estados Unidos.

    Também acho a comparação dos portões exagerada, apesar de entender a explicação simbologica dada num comentário anterior... Entendo que possam haver inocentes em Guantanamo, mas a maioria são criminosos que já mataram e que nos matariam só por sermos... infiéis... Nunca atinei com fundamentalismos religiosos de qualquer tipo ou proveniência e acho que nunca vou mudar de ideias. Em Auschwitz eram todos inocentes e essa é uma diferença fundamental que nunca aproximará os dois campos...

    Quanto ás teorias de conspiração em relação a 9/11... Bem, eu sou aberto a todas as teorias conspirativas e deixo sempre uma porta aberta até às ideias mais mirambulantes... Gosto sempre de colocar a questão: E se?... Neste caso tenho sérias duvidas... Já me informei sobre todas as teorias do documentário e ramificações, mas acho que isso seria demasiado diabólico... Acho que os poderes dos US não precisavam desse tipo de "empurrão"... Eles fariam o que fizeram de qualquer das maneiras, mesmo sem terem a opinião publica do seu lado... É verdade que os americanos já fizeram testes hediondos nos seus próprios soldados, por exemplo, mas com essas proporções... não sei... Era um risco demasiado grande... Imagina que isso era verdade e que se descobria! Podia ser o fim dos US...

    Bem... ( Para terminar e não ser mais chato ) A essa conspiração dou uma percentagem de 2% de poder ser verdadeira. Repara que a Roswell dou 75% de hipóteses :)
    Mas vai apresentando o teu caso...

    Só uma nota final: Independentemente das causas, acho que todos devemos lamentar as mortes ocorridas nesse dia e prestar-lhes a homenagem devida.

    abraço!

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  7. Sá Morais:
    Peço-te desculpa por só agora (18 de Setembro) inserir o teu comentário nesta caixa, mas o Blogger anda a pregar-me partidas, no que respeita à gestão de comentários.

    Sim, já sabes que sou como tu (procura, em Algumas Sombras, na coluna da direita, uma entrada em que me afirmo anti-preto-e-branco - não digo o título para tornar a busca mais interessante - hehehe).
    Odeio rótulos.
    Quanto a ser anti-americano, é como dizes, sou anti-Dubya-&-friends até à medula, o que é inteiramente diferente (Loose Change é feito por norte-americanos, mas também Casablanca e Kind of Blue e...).
    Quanto a teorias da conspiração, mais à frente já exponho o meu caso, na série 5/911.

    Mas tens toda a razão.
    Se a verdade for conhecida, será o fim dos EUA como os conhecemos.
    Espero é que para melhor, embora tema o pior.

    E a melhor forma de homenagear os que perderam a vida a 11 de Setembro de 2001, nos EUA, é procurar a verdade. Assim não terão morrido em vão.

    Grande abraço,
    RS

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