terça-feira, novembro 21, 2006

Diane #0012




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Diane,

Agradece à Luísa.

(Já agora... Como sabias que era eu?)


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...

Elementar





Ora aqui está uma boa ocasião para lembrar que existe vida para além da vida.
Aos que sabem do que falo, poderão encontrar-me cruzando os céus, a lua nascente sobre um mar tranquilo, lá no alto. Ou entre o Arsheba e o Elements... Who knows...
Entre o tema de cima... E o de baixo. Sim. E agora, Rui? E agora... Can dreams come true?


Blame it on Second Life. Works all the time.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Human Body Substance...


Por vezes...
Por vezes basta-me um olhar
Um susurro... Um murmúrio... Um pouco de ar
Que o transporte da tua boca
Para a minha...
Por vezes chega-me o teu sabor
Escorrendo na pele... Cristalino... Perdido...
Até que o tome como meu....
Salgado como são os teus sabores. Todos.
Perdidos, até serem meus.



Simply Red - The Air That I Breathe - Blue (incontornável)

segunda-feira, novembro 06, 2006

Get a Life.







Ever felt like flying or running on high heels?
Say no more.
You need to get a life.

A Second Life. (click...)

(Cat... You'd better control that kid of yours!)

sábado, novembro 04, 2006

Walk the walk.




Depois de ler o que se tem dito a favor e contra a
despenalização da interrupção voluntária da gravidez,
decidi não adiar a minha intervenção por mais tempo.

A Sombra assume o seu SIM. Absolutamente.

666 Entrada completa, abaixo.





A pergunta:
Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

A resposta:
Sim.

A razão:
Continuarão a existir mulheres que vão optar pelo aborto e o vão fazer, com ou sem despenalização até às dez semanas, sendo que a maior parte destas, caso a actual lei não seja alterada, não poderão fazê-lo em condições de segurança, que é como quem diz que não o poderão fazer fora de Portugal, em clínicas onde a prática do aborto por opção simples da mulher é possível e segura. Os argumentos que questionam prazos e falam das "dez semanas e um dia" não são para se levar a sério.
Na prática, o que esta lei vem alterar, é a conduta do Estado no tratamento que hoje dá a estas mulheres, assumindo que, durante as primeiras dez semanas da gravidez, a opção da mulher em abortar por motivos pessoais é legítima, tal como é legítimo o uso de contraceptivos.
Nesta afirmação, os defensores do "não" encontram motivo para argumentar que o aborto não é um método de contracepção. Pois não. Mas no caso em que a contracepção falha, a mulher deve ter a possibilidade de escolher pela interrupção de uma gravidez que não deseja sem que o Estado a penalize e com toda a dignidade e segurança. As mesmas de que dispõe quando usa um método contraceptivo.

Apenas entendo o "não" se este abranger inequivocamente todas as formas de contracepção, isto é, se assumir que a mulher não pode usufruir da sua sexualidade sem evitar uma gravidez dela resultante. Entendo que existam pessoas que pensem assim, como entendo que existam mulheres dispostas a terem filhos em série como fruto da sua actividade sexual. O que não entendo, nem aceito, é que tal coisa seja imposta a todas as mulheres.

Infeliz e hipocritamente (quando não estupidamente), os defensores do "não" limitam a sua argumentação, omitindo o que realmente pensam sobre a libido da mulher. É algo deliberado, pensado para não hostilizar em demasia o "eleitorado" feminino, mas o certo é ser impossível defender o "não" ao mesmo tempo que se defende o direito da mulher à contracepção, ou seja, ao controlo íntimo da maternidade, que é apenas sua.

Se o "não" ganhar o referendo, como penso que ganhará, será por vivermos num falso Estado laico, onde a religião ainda tem muito a dizer nestas questões. A campanha levada a cabo pela Igreja católica é uma nódoa na face de um Estado que se pretende laico, e devia merecer o mesmo tratamento que hoje se dá aos que tentam impor aos Estados laicos as regras próprias da religião muçulmana.
Que os católicos decidam não usar o direito à interrupção voluntária da gravidez por opção da mulher até às dez semanas é um direito que lhes assiste. Mas que condicionem à sua crença religiosa as mulheres que o pretendam, sendo católicas ou não, é algo que não admito e que tem um nome: Fundamentalismo. Por isto, e apenas por isto, teria sido preferível ter votado a lei na Assembleia da República, eliminando o factor religioso da equação. Convém não esquecer o que aconteceu da última vez, quando as mesas de voto enchiam a cada fim de missa, enquanto os que não vão em missas aproveitavam o tempo para tudo menos para ir votar.

Em todo o caso, na improvável hipótese de o "sim" ganhar o referendo, não será de estranhar que a inauguração das clínicas onde este direito será assegurado às mulheres seja feita como é costume neste país: com a presença do sr. padre e da sua água benta. Vai uma aposta?

Rui Semblano
04 de Novembro de 2006

quinta-feira, novembro 02, 2006

Diane #0011




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Diane,

Telefonar à Monica e dizer-lhe que não
nos podemos continuar a encontrar assim.

(Recortar tudo com jeitinho e juntar ao dossier.)

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Never happened...








And then I woke up.
And realized it.




Simply Red - Mellow my Mind - Blue

segunda-feira, outubro 30, 2006

Voz Off


Uma micro-campanha iniciada pelo
Miniscente à qual A Sombra se junta
de muito bom grado.

Agradecemos o envio do texto abaixo para
a RDP Antena 2, através dos contactos
que podem encontrar no seu website.


--- texto a enviar ---

Embora seja do conhecimento público que a actual programação da Antena 2 "reflecte uma atitude de abertura a novas ideias, em busca de novos ouvintes e novos hábitos sem comprometer a fidelidade do actual auditório", vimos apelar, na qualidade de ouvintes regulares da estação, para que a habitual continuidade musical não seja ofuscada pela exagerada presença da voz que se tem vindo a sentir ultimamente.

--- fim do texto a enviar ---

Esta iniciativa é tomada em simultâneo pel'A Sombra e pelo Miniscente.
A todos quantos se queiram juntar, o uso do título "Voz Off" e da imagem identificativa é livre!
Obrigado.

nota post(erior):
Foi assim que tudo começou! :)

Summertime...



Com este calor todo e esta vontade de ir à praia, até me esqueci de mudar a hora.
É que se estava mesmo bem À Sombra.
E espero que ainda se esteja, agora com a hora certa.

(Gracias, Sofia!)

Jogos subversivos.



Sobre a "liberdade para copiar" e o MST, surge
um novo desenvolvimento: o blog que acusava
o autor de plágio eclipsou-se e, com o seu exacto
URL surgiu um outro que só diz maravilhas do
"Equador" e de quem o escreveu. Além disso, um
novo blog, que reproduz o apagado na perfeição,
surgiu "do nada", sem grandes explicações.
O seu URL é o original vezes dois.

Conclusão: o blog original foi pirateado por quem
tinha interesse em "calar" a denúncia? Errado.
Pensem outra vez.



Inicialmente, este desenvolvimento assustou-me, pois isso significa que alguém poderia apoderar-se d'A Sombra e mandar tudo para o galheiro (o que me daria um trabalhão a remediar, pois apesar de ter tudo guardado, a trabalheira de editar de novo um blog deste tipo nem a quero imaginar!), sendo o maior problema o roubo do meu URL e indicativo original (A Sombra); de algum modo, não me soa bem "asombraasombra.blogspot.com".

Escrevi ao Blogger a denunciar a situação, a ver o que os rapazes descobrem. Não sei se me vão dar importância, mas estou à espera. Afinal, são os que melhor posicionados estão para descobrir a careca em causa. Mas depois pensei: "E se fosse eu o autor do tal blog marado?"
Bom, aí mudou tudo de figura. You see, subversion is my game.

Dada a reacção de Miguel Sousa Tavares e o impacto reduzido que a coisa começava a ter, pois a acusação de plágio não tem ponta por onde se lhe pegue, aproveitar a impressão negativa que a resposta de MST provocou (da paulada à soberba) era fundamental.
Ora para criar ainda mais "alergia" ao homem, nada melhor que o acusar de ter apagado o blog que o difamava (a paulada), não se contentando apenas com isso, mas substituindo-o por um outro, com o mesmo endereço, que só tem elogios a fazer à obra e ao próprio (a soberba).
É que, de facto, quem tem mais meios e conhecimentos para apagar um blog e substitui-lo por outro no mesmo e exacto endereço é... o seu próprio autor. A manobra seria brilhante, não fosse tão óbvia (e o Blogger tão seguro).

Para um hacker decente, piratear um blog pode ser brincadeira de crianças, mas esta atitude não é condizente com MST. É algo soft de mais e o backfire ser-lhe-ia evidente. Com ele, é mais paulada, mesmo. Por isso descansem. Para além de vocês mesmos, poucos poderão apagar os vossos blogs e, desses poucos, muitos estão do vosso lado (ainda que não pareça).

Rui Semblano
30 de Outubro de 2006


nota:
Apercebi-me disto via Instante Fatal e, depois, pela mão da Cat, via Aspirina B (o seu post Quem lixou o "Freedom"?, por mais inocente que seja, presta um bom serviço a este tipo de manobras subversivas).

O Jolly Roger foi adaptado de "Wicked Sunshine" por Jason Carswell. ;)

domingo, outubro 29, 2006

Isto é muita emoção!

Nascido aqui, aqui vivo.
E não imagino viver em outro sítio.

...
Acústico e ao vivo "em casa"
...
Dedicado ao Parrot. Por isto.
...

quinta-feira, outubro 26, 2006

61 anos depois...



Foi a 24 de Outubro de 1945.
Durante a II Guerra Mundial, nasceu o conceito
das Nações Unidas (na altura contra o nazismo,
essencialmente), depois materializado na ONU.

Como toda a História é, no imediato, escrita
pelos vencedores, o desenho da ONU foi feito
também à sua medida, de onde as regras do
Conselho de Segurança, ainda em vigor.
Organização que engloba todos os sistemas
políticos, da democracia à ditadura, parecerá
estranho que consiga regular matérias como
os Direitos Humanos ou o próprio Direito
Internacional; que pretenda regular ou mediar
conflitos quando os próprios reguladores ou
mediadores estão noutros envolvidos sem que
sejam controlados da mesma forma.
Mas...




Imaginemos o mundo sem as Nações Unidas.
Sem a UNICEF, a UNESCO, a FAO, o ACNUR... Sem um forum onde as nações possam dialogar (mesmo as mais intolerantes). Seria um mundo melhor?

Ao contabilizar os fracassos da ONU, do Médio Oriente à Coreia do Norte, poderá parecer que a ONU é um anacronismo, uma herança gasta da II Guerra Mundial, digna sucessora da Sociedade das Nações. No entanto, é a ONU que, imperfeita como existe, tem evitado o caos total no mundo e estendido a mão a milhões de pessoas que, de outra forma, nada teriam a esperar.
Muitos acusam a ONU de dar muito (demasiado) peixe e poucas ou nenhumas canas, e terão razão, especialmente tendo em conta quem apanha o peixe, as canas e faz a festa - os que não precisam de nada disso e sim de impedir que cheguem a quem realmente necessita de ajuda.
Os jogos de poder existirão sempre e a corrupção também. Seria de esperar que ficassem à porta da sede das Nações Unidas, mas a verdade é que medram por todo o lado.

Das missões de paz nem é bom falar.
Os fiascos sucedem-se; os capacetes azuis têm sido meros bonecos de tiro ao alvo e o sangue que derramam raramente faz notícia de abertura nos telejornais. No mais recente teatro de operações, o Sul do Líbano, o pequeno corpo de interposição existente foi ameaçado pelos israelitas de que seria atacado caso empreendesse a reconstrução de pontes durante o conflito com o Hezbollah e agora que foi "musculado" e o conflito cessou temporariamente, os caças de Israel já desafiam, arrogantes, os navios de guerra da ONU. Parece que as Nações Unidas se vão atolar de novo em mais uma zona de guerra que não são capazes de controlar eficazmente. Mas os capacetes azuis, continuando a ser essencialmente alvos, conseguirão ajudar uma parte substancial da população afectada pelo conflito. Já não é mau. É, de facto, muito bom.

O principal problema da ONU é o funcionamento do Conselho de Segurança, pois o sistema de veto tem sistematicamente inviabilizado a sua actuação e o poder dissuasor da ONU, hoje perdido, não se desvaneceu recentemente, pelo envolvimento da NATO no Afeganistão e dos EUA no Iraque. Se não existe hoje esse poder, foi pelo afastamento dos EUA de tudo o que contrarie os seus próprios interesses, em especial os económicos, mesmo que isso não seja do interesse de mais nenhum país. Mas isto não é nada que os outros não façam; simplesmente, os EUA são o membro mais poderoso da ONU, em termos militares. A sua contribuição para a estrutura militar das Nações Unidas é, por isso, determinante. Inexistente, condena-a ao ridículo. A um ridículo que assim se estende à autodenominada condição de "farol das nações" dos EUA.

Talvez no dia em que os EUA percam as suas ilusões imperiais e apliquem o seu poderio militar na estrita defesa do seu solo, colocando-o à disposição da ONU, a organização recupere o seu estatuto - ou o atinja, finalmente. Mas tenho de dar razão aos neocons (o tal neologismo franco): não é de esperar tal altruísmo. As boas acções, como são entendidas no presente, não se realizam sem a contrapartida de uns bons milhões de dólares (ou euros). A humanidade é hoje uma utopia. Na realidade, define-se em moeda forte, virtual e virtualmente intocável pelo comum dos mortais (incluindo os que trabalham para o boneco em organizações como a Interpol).

Vão lá realizar este teste (sugerido pela Karvela) e perceberão que, mesmo recusando qualquer compromisso, o vosso preço ronda o milhão de dólares. Perfeitamente acessível, portanto, aos que já nem se preocupam em rejeitar a ONU (tarefa inócua dos aspirantes a neoparvos).


Rui Semblano
25 de Outubro de 2006


Em 1971, a ONU propôs que o dia 24 de
Outubro fosse feriado nacional em todos
os países membros.
Em 2006, em Portugal, não vi, li ou ouvi
uma palavra sobre o aniversário da ONU.

Aos que usam a boina azul celeste com
dignidade, o meu agradecimento.

nota: As imagens contêm links activos. As usual.

Bota Abaixo!

Caros amigos,

Faço este apelo urgente para votarem no meu candidato ao maior português de sempre no site da RTP, página d'Os Grandes Portugueses. O tempo urge. É só até dia 31 deste mês, depois népias! Vamos todos votar neste grande português!

VOTEM ABAIXO NO JOSÉ MALHOA!


Não se enganem!
Todos não seremos demais para colocar
o grande José em primeiro!
Eu já votei!

quarta-feira, outubro 25, 2006

Honey, I killed it.

The Bot is dead. Long live the Feed.

(Not a word, Cat. Not a single word!)

Complete Idiot's Guide no. 11





Lista completa
de Complete Idiot's Guides d'A Sombra

algures na coluna da direita
8





Como por acaso - só pode! - desde que o Caderno de Corda foi descaradamente plagiado pela RTP (ver Plagius Maximus) e iniciámos o protesto contra tal acto que se têm multiplicado as notícias sobre plágios, uns máximos e outros mínimos.
No Apdeites, percorreu-se a blogosfera em busca de situações análogas e descobriram-se umas quantas carecas, umas mais descabeladas que outras, umas com capachinho e outras sem. Mas também fora deste círculo virtual o plágio tem dado que falar, nos últimos tempos.
No Público de hoje, por exemplo, é Eduardo Prado Coelho que relembra o seu caso, também com blogs à mistura, e Miguel Sousa Tavares que sai em defesa do "Equador" (mais civilizadamente que no 24 Horas), acusado na blogosfera de plagiar "Freedom at Midnight", de Dominique Lapierre e Larry Collins.

O que sucedeu com o Caderno de Corda foi inequivocamente um plágio - a transcrição letra por letra de um texto seu como sendo de outrém. O que sucedeu com Eduardo Prado Coelho foi ridículo - limitou-se ao uso de uma frase que qualquer um de nós poderia ter construído sem nunca ter lido nada igual, de tão frequente. Mas o que aconteceu com o Miguel Sousa Tavares?

Independentemente de se gostar ou não do homem, e admito que a minha admiração por ele estatelou-se ao comprido quando o conheci, o facto de ter usado no "Equador" descrições idênticas às de outra obra para ilustrar episódios "histórico-folclóricos" da Índia não é exactamente um plágio. As histórias dos Marajás são sobejamente familiares e sempre parecerá que já as lemos ou ouvimos algures.
É evidente que MST poderia ter escolhido outra estrutura ou outra forma de chegar ao mesmo lugar; podia mesmo ter inventado ele mesmo um folclore específico para o fim pretendido, mas optou por "Freedom at Midnight", discretamente referenciado como fonte, junto com as outras vinte e tal de que bebeu para escrever o seu livro.

Não li nenhuma das duas obras, mas pelas amostras que por aí andam, inclusivé as comparativas, não me parece nada que mereça demasiado crédito. A única coisa que é demonstrada é a falta de imaginação e originalidade de MST, adaptando sem preocupações parágrafos inteiros com a devida vénia aos autores dos mesmos. E só come quem quer.
Faz-me lembrar aquele romance de faca e alguidar de nome "Júlio e Romana", passado em Macau. Com a obrigatória menção de Shakespeare, na última página.

O que me parece revelador, no meio disto tudo, são as palavras do próprio Miguel no Público de hoje: "Sem modéstia, escrevi um grande livro" (!!) - e não me pareceu que se referia às 500 páginas do mesmo.
Pobre Sophia...


Regra única: Não pirilamparás a palavra alheia! (oops!)
...

terça-feira, outubro 24, 2006

ONU


Celebra-se hoje o Dia das Nações Unidas.
Para benefício de todos, mesmo os que advogam
a rejeição da ONU, a peça que escolhi para
assinalar esta data é extraída de uma série
bastante acessível: "Classics for baby's brain".



Air (from orchestral suite #3 in D) - Bach for baby's brain