quinta-feira, agosto 07, 2003

Insolitamente


Num estádio de futebol, uma voz ímpar canta um hino de um compositor que adoro, sem mencionar o clube para que foi composto; cinquenta mil pessoas em silêncio, em memória das vítimas dos incêndios; aplausos aos jogadores da equipa visitante; rapidez, espectáculo, golos; uma vitória... Em Portugal.

E eu, que nem sou simpatizante do Sporting Club de Portugal, a pensar:
Se fosse sempre assim, talvez todo aquele dinheiro não fosse em vão.

O futuro dirá se tenho razão. Ou não.
O que sucedeu hoje, no Alvalade XXI, como poderia ter sucedido no novo estádio do Futebol Clube do Porto ou em qualquer outro, feito para o Euro 2004, não diminui em nada o que a esta hora se passa...
... em Castelo Branco...
... em Bragança...
... em Santarém...
... em Portugal todo.

E não me sai da cabeça um Durão Barroso muito alegre e sorridente a receber o director da Judiciária em S. Bento.
Mas, afinal, de que ria aquele cretino?


nota:
Entrada editada após o Sporting-Manchester United, a 06Ago2003.
Publicada a 07Ago2003 - 'round midnight.

quarta-feira, agosto 06, 2003

Camelot 2003 . 2 . Anexo a

(continuação da publicação deste ensaio)
Ver entrada inicial "Camelot 2003", nos Arquivos d'A Sombra, de 16Jul2003)

2. O eixo Atlântico (cont.)
Os efeitos de uma guerra em território dos EUA

Pearl Harbor não deixa de ser território norte-americano, como o convés do USS Nimitz também o é, mas considerar que a agressão japonesa de 1941 produziu o mesmo efeito na população norte-americana que o sentido pelas populações da Europa durante a Segunda Guerra Mundial é um absurdo.

Para o norte-americano médio, a guerra sempre foi um fenómeno longínquo, apenas sentido através da comunicação social e de algumas alterações na sua Economia. Exceptuando o facto que é a dor das famílias que viram (e continuam a ver) os seus filhos regressar a casa em caixões - ou que não os viram regressar de todo - qualquer guerra travada pelos Estados Unidos a partir do século XX poderia ter ocorrido nos confins desta Galáxia. Resultado: é extremamente fácil aos EUA desencadear uma guerra (embora cada vez menos o seja, devido a uma opinião pública mais informada). O seu actual desenvolvimento económico e militar também contribui para essa facilidade. Graças a ele, torna-se possível falar de objectivos bélicos impensáveis no século passado (o XX, recorde-se), como a subjugação de países em questão de meses, se não de semanas, e até a perseguição do inatingível objectivo que é a guerra com zero baixas. Em ambientes mais hostis, como o Iraque, ou consideravelmente mais hostis, como a Coreia do Norte, o objectivo "zero baixas" é irreal, mas a ilusão de se conseguir resultados positivos com um número mínimo de mortos em combate persiste e não é, totalmente, utópica.

Enquanto, durante as duas guerras mundiais, a maior parte das nações envolvidas sofreu "na carne" os seus efeitos devastadores, os EUA, com a óbvia excepção das baixas (a milhares de quilómetros de casa), foram sempre poupados a essa experiência transtornante e transformadora, com a irrelevante excepção de Pearl Harbor que, de resto, era um alvo quase exclusivamente militar. Além do mais, não nos devemos esquecer que foi a Segunda Guerra Mundial que veio salvar os EUA da precipitação num abismo do qual, sem a aparição do fabuloso complexo militar-industrial, seria extremamente moroso sair.
A indústria militar norte-americana e o novo aparelho militar dos EUA, seu principal cliente, salvaram os EUA dos efeitos da Grande Depressão, fundando o gigantesco complexo industrial e militar que, desde então e apesar dos avisos clarividentes de Eisenhower, se tornou num dos pilares fundamentais do verdadeiro Poder nos EUA, independente de serem republicanos ou democratas a ocupar a Casa Branca.
Esta característica, aliás, está no origem da verdadeira obsessão dos norte-americanos pela segurança interna, "National Security", como lhe chamam, de que falaremos adiante.

(in Camelot 2003 © Rui Semblano - Porto - Janeiro e Fevereiro de 2003)

Para a frente: ver entrada Camelot 2003 . 2 . Anexo b
(Os efeitos de um Governo ditatorial nos EUA) de 26Ago2003
Para trás: ver entrada Camelot 2003 . 2
(O eixo Atlântico) de 24Jul2003

terça-feira, agosto 05, 2003

Intenções


"Colin Powell pode abandonar a administração Bush em 2005"
(in Público, 05Ago2003, p. 12).

Afinal, quanto tempo mais aguentaria ele o papel de "(White)house nigger"?
Depois da triste figura no Conselho de Segurança da ONU, quando da apresentação das "provas irrefutáveis" da existência de Armas de Destruição em Massa (ADM's) no Iraque, só resta um caminho a Colin Powell, se pretende conservar o que lhe resta de dignidade: afastar-se do "presidente" W. Bush o mais depressa possível.

Quem vai ficar a rir-se é o "petroleiro".
Sim, aquela "qualquer-coisa" Arroz.

Apologias


No Público de hoje (Público, 05Ago2003, p. 8) é publicada uma Nota da Direcção, intitulada "O Público e a discussão sobre o Holocausto", que se traduz num pedido de desculpas público, relativo à publicação de dois textos revisionistas, da autoria de um (in)certo Pedro Almeida, em Março deste ano.

Diz a referida nota que o Público assume "hoje que a edição desses dois textos, sem qualquer explicação aos leitores, foi um erro" (sic).
Como diz o povo, vale mais tarde do que nunca, mas...
... Porquê a inclusão da frase "sem qualquer explicação aos leitores"?
Quererá ela significar que, desde que precedida de uma explicação, qualquer opinião tem lugar no Público? Que, se precedida de algo como "o Público adverte que o seguinte artigo de opinião pode ser prejudicial à saúde mental", se poderá ler, por exemplo, a apologia do nazismo?

O bom senso editorial pode não constar, expressamente, do Livro de Estilo do Público, mas deve estar presente em todos os momentos em que se seleccionam os artigos de opinião a editar. E penso ser lamentável que se tenha escolhido tal forma de desculpa, relativa e redutora, para tentar remediar um erro que, apesar de humano, foi repetido. Num jornal como o Público, tal erro (repetido) é não só inadmissível como imperdoável. Apenas o tempo e uma edição mais cuidada o apagará.

RS

nota:
Carta enviada ao jornal Público, a 05Ago2003

Imperdoável


O agradável Textos de Contracapa, de Nelson de Matos, passa a estar direccionado em permanência, n'A Sombra, em Blog Links.

nota:
Os critérios de selecção dos nossos links para outros blogs são conhecidos, mas não os de exclusão.
Por norma, um blog colocado na nossa lista não será retirado, mas esta nunca seria uma norma se não existisse uma excepção para a comprovar. Alguns blogs foram, assim, removidos da nossa lista de Blog Links. Nela constam os que são por nós visitados de forma continuada e, para ser franco, alguns deixaram de o ser.
Para os que procuram uma listagem exaustiva dos mil e um blogs, recomendamos um dos apontadores à direita.

Pel'A Sombra,
RS

Não contornável


Por curiosidade, decidi, finalmente, seguir uma das sugestões em destaque no Blogues no Sapo. Trata-se do blog de José Magalhães, baptizado de Ciberscopio-PT.

Pois é um verdadeiro "diário", ou seja, resume-se ao dia 5 de Junho de 2003.
Pensam que José Magalhães pouco ou nada escreveu? Desenganem-se.
Pois neste singelo dia de Junho, único na vida do Ciberscopioblog, foi cometida a proeza de, entre as 10:45 e as 10:57 horas, serem publicados 105.000 caractéres, correspondentes a qualquer coisa como 19.500 palavras!

José Magalhães poderá não ter batido o record de blogger mais efémero da blogosfera, mas tal verborreia em 12 minutos é facto digno do "Guiness Book of Records"! Deveras "incontornável", como vaticinaram os "sapos".
Give the man a cigar!

Eco

Lido em Posto de Escuta:

--- quote ---

Segunda-feira, Agosto 04, 2003
Actualização: O Posto de Escuta retoma a sua actividade na próxima semana.

--- end quote ---


Registamos com agrado, passando a direccionar os nossos visitantes
para o Posto de Escuta através dos nossos Blog Links.

Danos colaterais


Ontem vi o Ferro Rodrigues no telejornal.
Como estava num café, não o ouvia, apenas o vi a ser entrevistado contra um fundo de floresta em cinzas. Mas não me foi difícil imaginar o que dizia.
"Ó pá, isto 'tá que não se pode, pá! Ó pá, a todo o lado que um gajo vai isto está tudo a arder, pá! Vou ver se falo com o nosso PR, pá, a ver se acabamos com isto, pá, que isto assim não dá, pá! Pois exactamente, pá."
Pois...
Este é que já ardeu... Pá.

segunda-feira, agosto 04, 2003

Are we blogging yet?


O Público de hoje (e os do fim-de-semana de 02/03Ago2003), como todos os jornais, fala de chamas que se levantam a cada rajada de vento como se lhes atirassem gasolina, de fogo que rebenta do chão, de labaredas que passam pelas florestas como se fossem ondas no mar, de trovoadas secas, de mortes.
Perante o actual cenário, parecem menores e mesquinhos os restantes factos noticiados. Mas não são. Precisamente por sua culpa e/ou de outros como eles, se abateu sobre nós esta catástrofe.

Nas entradas abaixo, por razões de edição publicadas em ordem cronológica inversa, fica um ponto de vista sobre algumas dessas notícias, merecedoras de reflexão.
Aqui ficam os seus títulos:
(já direccionados por link para as respectivas entradas)

"Europeus, esses coitadinhos"
a propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 9, da autoria de Jan Krzystof Bielecki, "Uma política externa para a nova e a velha Europa".

"Os intocáveis"
a propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 9, da autoria de Helena Matos, "Nacionalismo basco: o medo aqui tão perto (II)" e de "ETA avisa: 'Não venham a Espanha'" no Público de 04Ago2003, p. 13.

"Irreparável irreversível?"
a propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 25, da autoria de Isabel Leiria, "É possível entrar em universidades públicas com 5 valores".

"Popularidades"
a propósito do artigo do Público, de 03Ago2003, p. , de Eunice Lourenço, "Soares diz que Portas é um 'tumor' que deve ser 'extirpado'".

Boa leitura.

Europeus, esses coitadinhos...


A propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 9, da autoria de Jan Krzystof Bielecki, "Uma política externa para a nova e a velha Europa".

--- quote ---

Como disse recentemente o primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, "a França e a Alemanha não estão em posição de garantir a segurança do nosso país. Os EUA estão, mas a segurança não é de graça."

--- end quote ---


Uma citação de uma citação é o melhor que encontro neste artigo para ilustrar como Jan K. Bielecki, antigo primeiro-ministro polaco, vê a presente e futura relação UE/EUA.
A Polónia não será, certamente, um "cavalo de Tróia" dos norte-americanos, mas o sugestivo título, que supomos ser do autor do artigo, já assume a existência de uma Europa velha e outra nova, Rumsfeld dixit, e talvez essas ideias não sejam tão desagradáveis para Varsóvia como Bielecki pretende fazer crer.

Apesar do estafado discurso em prol do desenvolvimento militar europeu, já a circular na UE antes do último alargamento, o desejo de manter o "guarda-chuva norte-americano" aberto sobre o Velho Continente é indisfarçável, isto é, apenas numa perspectiva de complementaridade com os EUA, na óptica da OTAN, perdão, da NATO, etc., etc., etc.; bla, bla, bla...
Na verdade, quando se afirma a debilidade do aparelho militar europeu como justificativo da manutenção da NATO (leia-se "dos EUA") como responsável único pela defesa da Europa, a comparação é perversa, por se referir ao poderio militar de um aliado efectivo e não ao de um potencial inimigo.

Quem, no mundo, pode fazer frente aos exércitos da Europa, excepto os EUA? E, note-se, estamos a falar de "defesa", aquela que surge como resposta a uma agressão, não a que ataca "preventivamente".
Apesar das evidentes lacunas no sistema defensivo europeu, a Europa tem poderio militar para responder eficazmente a um ataque de qualquer potencial inimigo, excepto a um levado a cabo pelos próprios EUA.
Portanto, quando Anders Rasmussen afirma que a França e a Alemanha não estão em posição de defender a Dinamarca, afirmação que Bielecki generaliza como a incapacidade da Europa em se defender por si, deve subentender-se que um e outro temem um ataque dos EUA?

Como não deve ser essa a interpretação, resta a óbvia:
Jan Bielecki já pensa de acordo com o conceito norte-americano de "defesa", isto é, disparar primeiro e perguntar depois. Como tal conceito implica a projecção de forças, por vezes a milhares de quilómetros do solo que se pretende "defender", não posso deixar de concordar com ele.
Em termos deste tipo de "defesa", que depende do "ataque preventivo", a Europa fica bem longe dos lugares de topo da tabela e, tratando-se disto, então sim, o recurso aos EUA como ponta-de-lança torna-se obrigatório.

Falta perguntar aos europeus se este conceito bastardo de "defesa" deve ou não ser adoptado pela UE. Já sei que José Pacheco Pereira não fará nada nesse sentido, mas o que me preocupa não é José Pacheco Pereira...
O que me preocupa é esta caricatura da democracia em que nos deixamos adormecer.

Os intocáveis


A propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 9, da autoria de Helena Matos, "Nacionalismo basco: o medo aqui tão perto (II)" e de "ETA avisa: 'Não venham a Espanha'" no Público de 04Ago2003, p. 13.

"Não venham a Espanha", avisa a ETA.
No dia anterior à publicação desta notícia, Helena Matos traçava um retrato frio e cristalino da ETA, mas sem tocar na essência do seu comunicado de hoje: os atentados desta organização terrorista. Adjectivemos: desta odiosa organização terrorista.
A "intra-rede de terror" Etarra é muito mais aterradora do que se poderia supor e continua a ser, como sempre foi, o principal obstáculo à resolução da questão basca. Há muito tempo que se tornou claro que a ETA não está, minimamente, interessada na liberdade e na democracia para o País Basco - ou melhor, está tão interessada nisso como está interessado Alberto João Jardim no mesmo, aplicado à Madeira. O que lhes importa é o poder e esse poder projecta-se melhor tal como é hoje. O pior que podia acontecer para a dita organização "para a libertação do País Basco" seria essa região conseguir a independência.

Deste ponto de vista, ironizando, talvez fosse dar a independência aos bascos a melhor forma de Madrid resolver o problema. Mais ou menos o que Lisboa devia fazer em relação à nossa última colónia... de férias.

Irreparável irreversível?


A propósito do artigo do Público, de 02Ago2003, p. 25, da autoria de Isabel Leiria, "É possível entrar em universidades públicas com 5 valores".

O estado deprimente a que o Ensino chegou, em Portugal, passa regularmente pelos jornais e noticiários como mais uma daquelas inevitabilidades aborrecidas, como a fome em África ou o despotismo nos países árabes, perante as quais muitos preferem encolher os ombros e esperar que a imagem mude ou avançar, com um suspiro, para a secção de desporto.

Agora, para além de mudar de rumo com a máxima urgência, já nada podemos fazer; o mal está feito e de nada adianta chorar.
Desde que a paranóia dos índices de aproximação à UE se instalou em Lisboa que temos progredido loucamente no papel, ao mesmo tempo que regredimos ainda mais no terreno. Felizmente, parecemos ter parado antes de dar o último passo: as licenciaturas automáticas, do tipo das dadas pela Universidade do País Basco (UPV), embora os mestrados automáticos sejam prática corrente há bastante tempo.
No entanto, não me parece que o rumo se altere na actual legislatura, a julgar pelos exemplos da mesma paranóia em outros campos.

Conseguimos aumentar, no papel, o nosso desempenho ao nível do Ensino. Fantástico. Agora olhem pela janela e tirem as vossas conclusões. Serão, aproximadamente, as mesmas a tirar de idêntica comparação, após Manuela Ferreira Leite nos colocar no pelotão da frente da UE.
No papel, claro.

Popularidades


A propósito do artigo do Público, de 03Ago2003, p. , de Eunice Lourenço, "Soares diz que Portas é um 'tumor' que deve ser 'extirpado'".

Para leader de um partido popular, Paulo Portas não está mal!
Em alguns meses, conseguiu um destaque de tal ordem que poucos não saberão quem é, o que anda a fazer e o que anda a dizer (ou a calar). Se isso não é popularidade, não sei o que seja.
Esperemos que a sugestão de Mário Soares seja ouvida em S. Bento e que a respectiva intervenção cirúrgica para remover o "tumor" seja levada a cabo numa daquelas unidades hospitalares que "já não tem lista de espera".
Mas talvez isso seja esperar de mais.

1000


Apenas para assinalar a passagem do 1000º visitante pel'A Sombra.
Ao Sol continua a passar mais gente. :)

domingo, agosto 03, 2003

A torto e a direito

Lido em Dicionário do Diabo:

--- início de transcrição ---

(...) por mais voltas que queiram dar, ainda existe uma esquerda e uma direita, radicalmente incompatíveis e mesmo, em certos momentos, como que usando línguas diferentes, universos incapazes de encontrar uma racionalidade comum. (...), mas fiquei a pensar que a recusa da distinção esquerda / direita é uma fuga deliberada ao político, e por isso uma atitude muito pouco interessante.

--- fim de transcrição ---


Embora tal constatação seja redundante, uma atitude politicamente interessante será, portanto, assumir a etiqueta (leia-se "rótulo") e, de um modo "radicalmente incompatível", mostrar-se "incapaz de encontrar uma racionalidade comum". E tomar um cafézinho a seguir.
I rest my case.

nota:
Os jornais têm razão.
Esta vaga de calor está a provocar uma catástrofe.

Noites Marcianas


E-mail enviado por Jill Patrick:
(endereço não divulgado por se tratar de um e-mail pessoal)

--- quote ---

Yes, it's true that Mars will be in its closest "conjunction" to Earth in August 2003 in millenia. Now's the time to begin looking at it.

http://www.marstoday.com/viewpr.html?pid=12175
provides this story:

PRESS RELEASE
Date Released: Monday, July 28, 2003
Jet Propulsion Laboratory

Mars Moves in for Some Quality Visual Time

Living too close to a neighbor may not be very appealing, but when Earth's neighboring red planet moves closer than it's been in 50,000 years, observers expect nothing but acclaim.
This August, scientists and amateur astronomers will benefit from the spectacular view of Mars as it appears bigger and brighter than ever before, revealing its reflective south polar cap and whirling dust clouds.
On August 27, 2003, the fourth rock from the sun will be less than 55.76 million kilometers (34.65 million miles) away from the Earth. In comparison to the space between your house and your neighbor's yard, that may seem like a large distance, but Mars was about five times that distance from Earth only six months ago.

--- end quote ---


Para os não anglófonos, vou traduzir, apenas, os destaques
do texto a bold, da responsabilidade d'A Sombra:

"Agora é o momento de começar a observá-lo"
"Agosto"
"Planeta vermelho"
"27 de Agosto de 2003"
"Quarto calhau a contar do Sol"
"Marte"

info detalhada em:
http://www.marstoday.com/viewpr.html?pid=12175

Agora deixai de olhar o céu e ide dormir, que é o que eu vou fazer.

nota:
Diálogo de província II

"Papá, ontem, apesar do fumo todo, vi Marte do tamanho
de uma bola de ténis!"
"Não era Marte. Era mesmo uma bola de ténis."

All time blogs...


Early morning blogs...
Late night blogs... (probably late AT night blogs but ok...)

Que mais se seguirá?
Fica uma sensata sugestão inspirada em Jim Carrey:
(sim, o inenarrável - agora - Bruce, então Truman...)

"And in case I don't see ya,
Good-afternoon blogs, Good-evening blogs
and Good-night blogs!!..."

Já estou como o Fabien.
Deve ser do calor...

The Wall


Os adeptos da argamassa e do tijolo, e os do betão armado, em especial, estão radiantes. Desde a queda do Muro de Berlim que andavam meio cabisbaixos, mas Ariel Sharon ressuscitou-lhes as esperanças.
Afinal, o Muro permanece uma alternativa sensata, apesar de reeditar um modelo do século passado. Estrutura "defensiva" (sic) serve como escudo face às infiltrações dos extremistas palestinianos, que, como todos sabemos, não têm capacidade de raciocínio suficiente para entrar em Israel a partir do Líbano, da Jordânia, do Egipto, da Síria ou de um qualquer buraco no chão.
A realização do Muro, além do mais, permitirá às Forças de "Defesa" Israelitas capturar tais extremistas, pois será simples detectá-los, às cabeçadas ao cimento, tentando passar para o outro lado.

Ainda na última visita realizada aos EUA, Sharon foi imperial: A construção do Muro não é um factor negociável, ao que G. W. Bush respondeu que nem poderia ser de outro modo, dados os antecedentes abonatórios do outro, na Alemanha.

De facto, um dos pontos do acordo bilateral assinado pelos EUA e Israel é, precisamente, a alteração dos manuais escolares em ambos os países; não vá alguém lembrar-se de comparar o Muro israelita com o de Berlim, que, aliás, e segundo a nova versão dos livros de história bilingues, em inglês e hebraico, "funcionou perfeitamente, até que os safados dos vermelhos o deitaram abaixo".

"All in all it was all just bricks in the wall.
All in all you were all just bricks in the wall."

(in The Wall - Pink Floyd - 1979)

O Estado

Lido in Valete Fratres!:

--- início de transcrição ---

O Francisco José Viegas enviou um resumo da polémica acerca da vedação defensiva que o estado de Israel se encontra, presentemente, a construir.

--- fim de transcrição ---

Apesar de compreender a ironia do Valete Fratres!, como defensor da boa ortografia, atrevo-me a sugerir que as referências a Israel sejam feitas como "Estado de Israel" e não "estado de Israel".

nota:
Desde que o Miguel, d'O Intermitente, substituiu o João Noronha ao leme do Valete Fratres!, que o nível subiu, consideravelmente. Só lamento que o Miguel não tenha tempo de traduzir as toneladas de textos em inglês que vai publicando em lugar do João. Como anglófono, garanto-vos: são de ir às lágrimas!
Nota dez em humor negro!

Smile


Smile
Though your heart is aching
Smile
Even though it's breaking
When
There are clouds
In the sky,
You'll get by
If you smile
Through your fear and sorrow
Smile
And maybe tomorrow
You'll see the sun
Come shining through
For you

Light up your face
With gladness
Hide every trace
Of sadness
Although a tear
May be ever so near
That's the time
You must keep on trying
Smile,
What's the use of crying?
You'll find that life
Is still worth-while
If you just smile

That's the time
You must keep on trying
Smile,
What's the use of crying?
You'll find that life
Is still worth-while
If you just smile

Smile...
Though your heart
Is aching...


(in Peggy Lee sings the Standards - EMI Standards - 2001 EMI Records)

Um momento sublime.
Mais filoamericano que isto... Nem o Valete.